Pastoral, 29 de Julho de 2012
“Porque pela Graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, e dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie”.
Efésios
2: 8, 9
Vivemos em um mundo em que recebemos a punição pelos nossos erros. Somos
punidos, na medida em fazemos algo errado. Quando criança, somos corrigidos
pelos nossos pais, por alguma peraltice. O Douglas compartilhou que apanhou do
irmão e depois do pai, porque jogou, com toda a força, o controle do vídeo
game, na boca de seu irmão. O nosso mundo tem a máxima do que chamamos de: “toma lá, dá cá”.
O
primeiro
casal da humanidade desfrutava de um relacionamento intimo e pessoal com Deus,
o Criador. Tinham tudo que precisavam e viviam de maneira tranqüila e
aprazível. Até que............ desobedeceram! Eles sofrerão sanções pelos seus
erros. Serão expulsos do lugar onde habitavam, comerão do suor do trabalho,
sentirão dores terríveis, entre outras coisas, porque? Mereciam. Entretanto, Deus mostra ali mesmo, o que
poderia ser feito para que eles pudessem reconciliar com Ele. Um cordeiro foi
imolado e a sua pele se tornou vestimenta para cobrir aquele casal e toda a
humanidade.
O filho mais moço está de volta: sujo, maltrapilho, humilhado, sem
recursos. Tudo porque preferiu sair de casa com os seus bens para viver uma
vida dissoluta. O que ele merece então: Punição! A lógica do mundo precisa
prevalecer, mas.... . não foi isso que o pai fez. Ele promoveu uma festa, matou
um bezerro, deu presentes, dentre os quais, um anel, que dizia: “você continua
sendo meu filho amado”. Para aquele pai, ele não deixara de ser seu filho.
A libertação de
Barrabás fazia parte de uma tradição na páscoa de libertar um preso em
detrimento do aprisionamento de outro. Jesus estava sendo condenado naquele
momento. Um inocente que não merecia passar pelo que passou. Alguém que amou, perdoou, e só fez o bem. Estava sendo
caluniado, condenado por um crime que não cometeu. O povo sentenciou:
“Crucifica-O”. E o mesmo povo pediu: “Soltem Barrabás”. Mas, quem é Barrabás?
Poderíamos dizer: um ladrão, estuprador, assaltante, marginal, assassino, etc.
Mas, de fato, Barrabás é um de nós, homens pecadores que foram livres na
condenação de um inocente.
A lógica de Deus
A lógica de Deus não
é a lógica do mundo. O amor de Deus é incondicional. O ápice da justiça de Deus
é a morte de seu único Filho, Jesus. Ele se entrega no calvário por cada um de
nós, nos justificando de todo pecado. Somos pecadores, sim. O salário do pecado
é a morte, sim. “Mas, Deus prova o seu amor para conosco, pelo fato de
ter Cristo morrido por nós, sendo nós, ainda pecadores”. Ele nos justificou. Agora, somos libertos como Barrabás, e podemos voltar para casa
como o filho pródigo. Porque Ele nos amou.
Pr. Reginaldo R. Magalhães
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