quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Deus Pai


Pastoral, 12 de Agosto de 2012 


 “Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céu”.   Mateus 6: 9, 10
 

O Antigo testamento nos traz várias idéias da figura de Deus. Ele era o Deus que se revelava na voz do vento, dos trovões, da sarça que se queimava e não se consumia, do fogo que descia e sobre o altar do sacrifício, ou ainda, da nuvem de dia e da coluna de fogo à noite, que conduziam o seu povo pelo deserto. O Deus poderoso que manifestava seu poder através dos feitos de Israel, sempre era visto a distancia. O relacionamento com Ele se dava por meio dos sacerdotes, seus interlocutores.

 
Pai nosso

Foi Jesus quem trouxe a concepção do Deus que está próximo, que se inclina; o Deus que é Pai.  Ele queria ensinar aos seus discípulos, que mais do que seguidores, eles são filhos de Deus, e isso só foi possível por intermédio de Jesus. O unigênito do Pai, agora é também, o primogênito, ou seja, o primeiro de muitos outros filhos.   

Temos um Pai, amoroso, que cuida de nós, nos mínimos detalhes, que supre cada uma de nossas necessidades e que está no céu, vendo todas as coisas, mas também está em nós pelo seu Santo Espírito.


O nome do Pai

Ele é o Deus Criador de todas as coisas e que as sustenta com seu poder. O seu nome é Santo, declarado pelos anjos na visão do profeta Isaias: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos. Nome que está acima de todo nome e que nos foi dado por Jesus. Que maravilha, sabermos que os nossos nomes têm o Seu nome. Em algumas cidades, ainda se guarda a tradição da importância do nome. E sempre se pergunta para quem chega: “você é filho de quem? Ah, eu sou filho de fulano, da família tal. Imagine, somos filhos de Deus. Temos o seu nome. Que privilégio! Somos filhos daquele que criou todas as coisas. Pense um pouco, tudo é Dele, tudo pode ser nosso. Se verdadeiramente, entendermos essa verdade, modificaremos a nossa conduta e usufruiremos daquilo que o Pai tem para nós. Que pena, que o filho mais velho, da parábola do filho pródigo, não conseguia enxergar tudo que tinha, por viver junto de seu Pai. Ele simplesmente, não se apropriou de quem era e conseqüentemente não desfrutou do que tinha. (Lucas 15)          


A vontade do Pai

A vontade de Deus segundo o apóstolo Paulo é boa, agradável e perfeita. Jesus queria que seus discípulos entendessem que o melhor para suas vidas era obedecer a Deus, submetendo à sua vontade. O que mais Jesus fazia, era obedecer a vontade do Pai. É tão bom, quando obedecemos e assim temos a benção do Pai. Muito filho tem deixado de obedecer aos seus pais, e tantos outros deixaram de ter o bom hábito, de pedir, todos os dias, a benção aos seus pais. Tais filhos ficam expostos demais as intempéries do mundo. A palavra de Deus afirma que obedecer é melhor que sacrificar. Jesus nos ensina na oração do Pai nosso, que devemos desejar a vontade de Deus aqui na terra, assim como ela é no céu. Nem sempre a nossa vontade está alinhada à vontade do Pai e aquela que deve prevalecer, para o nosso bem, é a vontade do Pai. Aproveito para parabenizar todos os pais da PIB, desejando-lhes toda a sabedoria, autoridade e amor, no legado de Deus, que também é um privilegio o de ser Pai. 

                                                            

Pr. Reginaldo R.  Magalhães

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