Pastoral, 12 de Agosto de 2012
“Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que
estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino, seja feita a
tua vontade, assim na terra como nos céu”. Mateus 6: 9, 10
O Antigo testamento nos traz várias idéias da figura de Deus. Ele era o
Deus que se revelava na voz do vento, dos trovões, da sarça que se queimava e
não se consumia, do fogo que descia e sobre o altar do sacrifício, ou ainda, da
nuvem de dia e da coluna de fogo à noite, que conduziam o seu povo pelo
deserto. O Deus poderoso que manifestava seu poder através dos feitos de
Israel, sempre era visto a distancia. O relacionamento com Ele se dava por meio
dos sacerdotes, seus interlocutores.
Pai nosso
Foi Jesus quem trouxe
a concepção do Deus que está próximo, que se inclina; o Deus que é Pai. Ele queria ensinar aos seus discípulos, que
mais do que seguidores, eles são filhos de Deus, e isso só foi possível por
intermédio de Jesus. O unigênito do Pai, agora é também, o primogênito, ou
seja, o primeiro de muitos outros filhos.
Temos um Pai,
amoroso, que cuida de nós, nos mínimos detalhes, que supre cada uma de nossas
necessidades e que está no céu, vendo todas as coisas, mas também está em nós
pelo seu Santo Espírito.
O nome do Pai
Ele é o Deus Criador
de todas as coisas e que as sustenta com seu poder. O seu nome é Santo,
declarado pelos anjos na visão do profeta Isaias: “Santo, Santo, Santo é o
Senhor dos exércitos. Nome que está acima de todo nome e que nos foi dado por
Jesus. Que maravilha, sabermos que os nossos nomes têm o Seu nome. Em algumas
cidades, ainda se guarda a tradição da importância do nome. E sempre se
pergunta para quem chega: “você é filho de quem? Ah, eu sou filho de fulano, da
família tal. Imagine, somos filhos de Deus. Temos o seu nome. Que privilégio!
Somos filhos daquele que criou todas as coisas. Pense um pouco, tudo é Dele,
tudo pode ser nosso. Se verdadeiramente, entendermos essa verdade,
modificaremos a nossa conduta e usufruiremos daquilo que o Pai tem para nós.
Que pena, que o filho mais velho, da parábola do filho pródigo, não conseguia
enxergar tudo que tinha, por viver junto de seu Pai. Ele simplesmente, não se
apropriou de quem era e conseqüentemente não desfrutou do que tinha. (Lucas 15)
A vontade do Pai
A
vontade
de Deus segundo o apóstolo Paulo é boa, agradável e perfeita. Jesus queria que
seus discípulos entendessem que o melhor para suas vidas era obedecer a Deus,
submetendo à sua vontade. O que mais Jesus fazia, era obedecer a vontade do
Pai. É tão bom, quando obedecemos e assim temos a benção do Pai. Muito filho
tem deixado de obedecer aos seus pais, e tantos outros deixaram de ter o bom
hábito, de pedir, todos os dias, a benção aos seus pais. Tais filhos ficam
expostos demais as intempéries do mundo. A palavra de Deus afirma que obedecer
é melhor que sacrificar. Jesus nos ensina na oração do Pai nosso, que devemos
desejar a vontade de Deus aqui na terra, assim como ela é no céu. Nem sempre a
nossa vontade está alinhada à vontade do Pai e aquela que deve prevalecer, para
o nosso bem, é a vontade do Pai. Aproveito para parabenizar todos os pais da
PIB, desejando-lhes toda a sabedoria, autoridade e amor, no legado de Deus, que
também é um privilegio o de ser Pai.
Pr.
Reginaldo R. Magalhães

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