“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro
amor ”. Apocalipse 2:4
O começo de tudo é sempre muito bom. Um novo
emprego, uma nova casa, uma nova cidade, um novo relacionamento, um novo
pastor, geralmente, são situações da vida carregadas de expectativas e
disposições internas positivas. Mas o tempo passa e com ele vêm as
dificuldades, as lutas e as crises. Entretanto, o tempo também traz alegrias,
conquistas e realizações. Já diria o autor de Eclesiastes “há um tempo para
todo o propósito debaixo do céu”. Existem algumas coisas que com tempo devem
ser deixadas para trás como a imaturidade, os melindres, os traumas, as mágoas,
e, sobretudo, o pecado. Porém, tem outras coisas que o tempo não pode levar. E
uma dessas coisas que o tempo não pode apagar é o primeiro amor. Vemos que no
livro de Apocalipse que aponta para um tempo eterno, existe uma clara exortação
da parte do Senhor Jesus à comunidade cristã de Éfeso sobre a necessidade de
cultivar o primeiro amor no tempo presente. Ainda que Cristo elogiasse a igreja
de Éfeso quanto ao esforço, trabalho árduo, perseverança e a firmeza na
doutrina, Ele deixa claro que o primeiro amor é o elemento fundamental que
nunca poderia faltar em uma igreja. Aquele primeiro entusiasmo, onde a comunhão
com Deus, o desejo de estar na presença dele era principal motivação dos
efésios, o que também refletia diretamente na comunhão uns com os outros, havia
se perdido em meio a tantas outras atividades desenvolvidas pela igreja. Sendo
assim, Cristo propõe um caminho de retorno ao primeiro amor que consiste em
três passos essenciais: lembrar, arrepender e voltar à prática.
Lembrar
“Lembra-te pois de onde caíste...” (Ap 2.5)
O primeiro passo nos remete a um exercício de
lembrar ou rememorar o começo da nossa caminhada cristã, em uma tentativa de
identificar quais eram as motivações e as práticas que caracterizavam esta
etapa, e ao mesmo tempo, perceber em qual momento se perdeu as disposições
iniciais.
Arrepender
“... arrepende-te...”
Após a reflexão sobre o começo vem o momento
do segundo passo: o arrependimento. Nesta etapa nós admitimos as nossas falhas
no processo de abandonar o primeiro amor, e sentimos com tristeza a
responsabilidade pelos nossos atos.
Voltar à
prática
“... e volta a prática das primeiras obras...”
Um arrependimento genuíno deve gerar no nosso
coração um sincero desejo de mudança, o que conseqüentemente irá nos mover em
direção a voltar a praticar as obras do primeiro amor, frutos do
arrependimento.
A grande
recompensa
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas:
Ao vencedor, dar-lhei que se alimente da árvore da vida que se encontra no
paraíso de Deus”(Ap 2:7)
A grande recompensa para aqueles que retornam
ao primeiro amor, e buscam com todo o seu coração desfrutar aqui neste mundo a
maravilhosa presença de Deus, terão como recompensa uma comunhão constante,
plena e perfeita com Ele por toda a eternidade.
Rafael S. Rodrigues

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