quarta-feira, 10 de outubro de 2012


Pastoral, 23 de Setembro de 2012

 

Como atravessar as tempestades da vida

A tempestade é um fenômeno metrológico caracterizado por ventos fortes, trovoadas, relâmpagos, raios e chuva. A palavra latina que origina o termo é tempestade que significa tormenta, agitação.  A quantidade de energia em uma tempestade é maior que a energia liberada pela primeira bomba atômica que foi detonada em 1945. A diferença é que a bomba atômica libera toda sua energia em uma fração de segundo, enquanto uma tempestade o faz durante um maior período de tempo.

Atravessar uma tempestade não é uma tarefa fácil, uma vez que ela pode causar vários danos que necessitarão de diversos reparos posteriores. Certamente muitos de nós já tivemos que enfrentar um temporal durante o trajeto de casa para trabalho e para outros lugares como faculdade, igreja ou durante uma viagem de férias. Porém, acredito que a pior das tempestades é aquela que acontece em alto mar. É possível imaginar o grande pavor experimentado quando se está em barco ou navio que começa a ser agitado por grandes ventos e correndo o risco de naufragar.

Na vida nós também passamos por tempestades, períodos de agitação e tormenta que vão desde uma chuva forte até uma grande tempestade em alto mar. Contudo, observamos que em Marcos 4:35-41, o nosso mestre e Senhor Jesus nos  ensinando como atravessar as tempestades da vida até sermos conduzidos  em paz para o outro lado do mar.

“Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: passemos para outra margem” (v.35).

 
Jesus inicia sua jornada para o outro lado do mar da Galiléia depois de uma intensa atividade ministerial. Ele e seus discípulos se despediram da multidão e começam a travessia. Devido a sua localização, o mar da Galiléia estava sujeito as muitas tempestades, uma vez que fortes ventos sopravam sobre as montanhas que o rodeavam, alterando rapidamente a pressão atmosférica sobre ele. Nessa tarde, em particular, levantou-se uma tempestade de ventos incomum. Com a força da ventania, a segurança do barco e de seus ocupantes estava ameaçada, à medida que as ondas o assolavam. Ainda que muitos deles eram pescadores que praticamente viviam no lago, os discípulos temeram por suas vidas quando o barco começou a encher-se de água. Entretanto, no desenvolvimento dessa história, conseguimos aprender três atitudes ensinadas por Jesus de como um discípulo deve se comportar na tempestade:

 
Clamar

  “... e eles o despertaram e disseram: Mestre, não te importa que pereçamos?” (v.38)

 
Quando estamos na tempestade podemos clamar a qualquer momento pela ajuda no nosso Mestre Jesus. Não é preciso esperar a água inundar todo o barco na iminência de um naufrágio para clamar pelo socorro. De acordo com o Salmo 46, o Senhor está sempre pronto para ser achado por nós na hora da tribulação, Ele é o nosso refugio e proteção.

 
Aquietar

E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou e fez-se grande bonança” (v. 39)

 

Talvez esta seja a atitude mais difícil para nós, pois em nossa ansiedade, não suportamos esperar o auxilio de Deus. Nas adversidades nos esforçamos a todo o momento para resolvê-las. Desejamos amenizar a nossa dor, ou até mesmo anestesiá-la. Mas esta não é uma reação que expressa fé em Deus. Se verdadeiramente reconhecemos que Ele é Deus devemos aquietar o nosso coração e entregar os nossos problemas em Suas mãos deixando que Ele faça conforme a sua vontade.

 
Confiar

“Então lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?” (v.38)

 
Ao clamarmos pela ajuda do Senhor e aquietarmos o nosso coração, podemos também confiar que o Deus a quem servimos pode todas as coisas. Precisamos manter firme a nossa fé e confiança no Senhor, conscientes de que nada é impossível para Deus.

 
“... quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (v.41). 

Aqueles que são discípulos de Jesus sabem quem ele é: o condutor e Senhor do barco da sua vida, e por isso conseguem passar em paz e segurança pelas tempestades da vida.                       


Rafael Souza Rodrigues

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