Pastoral, 23 de Setembro de 2012
Como atravessar as tempestades da vida
A tempestade é um
fenômeno metrológico caracterizado por ventos fortes, trovoadas, relâmpagos,
raios e chuva. A palavra latina que origina o termo é tempestade que significa tormenta, agitação. A quantidade de energia em uma tempestade é
maior que a energia liberada pela primeira bomba atômica que foi detonada em 1945. A diferença é que a
bomba atômica libera toda sua energia em uma fração de segundo, enquanto uma
tempestade o faz durante um maior período de tempo.
Atravessar uma
tempestade não é uma tarefa fácil, uma vez que ela pode causar vários danos que
necessitarão de diversos reparos posteriores. Certamente muitos de nós já
tivemos que enfrentar um temporal durante o trajeto de casa para trabalho e
para outros lugares como faculdade, igreja ou durante uma viagem de férias.
Porém, acredito que a pior das tempestades é aquela que acontece em alto mar. É
possível imaginar o grande pavor experimentado quando se está em barco ou navio
que começa a ser agitado por grandes ventos e correndo o risco de naufragar.
Na vida nós também
passamos por tempestades, períodos de agitação e tormenta que vão desde uma
chuva forte até uma grande tempestade em alto mar. Contudo, observamos que em
Marcos 4:35-41, o nosso mestre e Senhor Jesus nos ensinando como atravessar as tempestades da
vida até sermos conduzidos em paz para o
outro lado do mar.
“Naquele
dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: passemos para outra margem” (v.35).
Jesus inicia sua jornada para o outro lado do mar da
Galiléia depois de uma intensa atividade ministerial. Ele e seus discípulos se
despediram da multidão e começam a travessia. Devido a sua localização, o mar
da Galiléia estava sujeito as muitas tempestades, uma vez que fortes ventos sopravam sobre as montanhas que o
rodeavam, alterando rapidamente a pressão atmosférica sobre ele. Nessa tarde,
em particular, levantou-se uma tempestade de ventos incomum. Com a força da
ventania, a segurança do barco e de seus ocupantes estava ameaçada, à medida
que as ondas o assolavam. Ainda que muitos deles eram pescadores que
praticamente viviam no lago, os discípulos temeram por suas vidas quando o
barco começou a encher-se de água. Entretanto, no desenvolvimento dessa
história, conseguimos aprender três atitudes ensinadas por Jesus de como
um discípulo deve se comportar na tempestade:
Clamar
“... e eles o despertaram e disseram: Mestre,
não te importa que pereçamos?” (v.38)
Quando estamos na tempestade podemos clamar a qualquer
momento pela ajuda no nosso Mestre Jesus. Não é preciso esperar a água inundar
todo o barco na iminência de um naufrágio para clamar pelo socorro. De acordo
com o Salmo 46, o Senhor está sempre pronto para ser achado por nós na hora da tribulação,
Ele é o nosso refugio e proteção.
Aquietar
“E ele, despertando,
repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou e
fez-se grande bonança” (v. 39)
Talvez esta seja a atitude mais difícil para nós, pois em
nossa ansiedade, não suportamos esperar o auxilio de Deus. Nas adversidades nos
esforçamos a todo o momento para resolvê-las. Desejamos amenizar a nossa dor,
ou até mesmo anestesiá-la. Mas esta não é uma reação que expressa fé em Deus.
Se verdadeiramente reconhecemos que Ele é Deus devemos aquietar o nosso coração
e entregar os nossos problemas em Suas mãos deixando que Ele faça conforme a
sua vontade.
Confiar
“Então lhes
disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?” (v.38)
Ao clamarmos pela ajuda do Senhor e aquietarmos o nosso
coração, podemos também confiar que o Deus a quem servimos pode todas as
coisas. Precisamos manter firme a nossa fé e confiança no Senhor, conscientes
de que nada é impossível para Deus.
Aqueles que são discípulos de Jesus sabem quem ele é: o
condutor e Senhor do barco da sua vida, e por isso conseguem passar em paz e
segurança pelas tempestades da vida.
Rafael Souza
Rodrigues

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